agosto 18, 2017

Erasmo Carlos traz turnê Gigante Gentil ao Recife

Erasmo aposta no rock and roll em novo disco
Foto: Divulgação

Ele é o Tremendão, tem fama de mau, mas agora, prefere se definir o “gigante gentil”. Com os mais de 50 anos de carreira, naturalmente, Erasmo Carlos dispensa apresentações. Parceiro de Roberto, ele compôs clássicos até hoje enraizados no cancioneiro popular, como “Detalhes”, “Gatinha Manhosa” e “É Preciso Saber Viver”. E se apresenta nesta sexta-feira (18), no Teatro Guararapes, em turnê do mais recente disco, lançado em 2014.

Mesmo sendo um dos principais expoentes da Jovem Guarda, Erasmo prefere falar sobre o agora, e manter sempre o olhar no futuro. “Não pretendo parar tão cedo. Quem vai pagar minhas contas? (risos). Tem tanta coisa ainda pra fazer”, afirma, em entrevista à Folha de Pernambuco.

No Recife, Erasmo apresenta a turnê “Gigante Gentil”, inspirado no disco de mesmo nome, por sua vez inspirado em um apelido dado por uma amiga, que acabou colando. “Era uma brincadeira, aí eu passei a usar. Virou música, virou disco e me rendeu um Grammy Latino”, conta. O cantor se refere ao prêmio que recebeu com o disco em 2014, na categoria Melhor Álbum de Rock.

Além das turnês próprias, Erasmo segue ativo como colaborador de outros letristas. Só neste ano, ele está colaborando com Paulo Miklos, Samuel Rosa, Roberta Campos, Wanderléa e Frejat. À Folha, ele revela ainda que está preparando um livro de poesias, que deve ser lançado ainda neste ano. “Sempre gostei de poesia, procurava colocar nas minhas músicas. Desta vez dediquei um tempo maior a isso”, conta.

Em 2018, um filme sobre sua vida, inspirado na biografia “Minha Fama de Mau”, chega aos cinemas, protagonizado por Chay Suede.

Com 11 faixas e produção do badalado Kassin, que já trabalhou com Nação Zumbi e Los Hermanos, “Gigante Gentil” segue a linha rock and roll dos últimos trabalhos de Erasmo, como “Sexo”, de 2011.

O lançamento foi seguido pela turnê “Meus Lados B”, em 2015, na qual Erasmo revisitou canções menos conhecidas de seu repertório, dando novo significado às músicas.

Entrevista > Erasmo Carlos

Sua última turnê rendeu o DVD “Meus Lados B”, com canções menos conhecidas da sua carreira, como foi revisitar esse material?
Como compositor, a gente sempre gosta das nossas músicas e tem um carinho especial. Quando lançamos um disco, nem sempre o público assimila bem todas as canções, então sempre tem aquelas que você gosta, mas tem pouca oportunidade de tocar. Desta vez, eu me permiti esse luxo e prazer.

Mesmo depois da Jovem Guarda, já nos anos 1970, você passeou por uma área mais experimental em discos como “Carlos, Erasmo”, com influências de samba. Esses trabalhos hoje são considerados por muitos como inovadores. Como foi esse período?

Foi uma época particular da minha vida. A Jovem Guarda acabou. Eu havia mudado de gravadora, mudado de cidade e, consequentemente, conheci gente nova, que já estava em outra praia, e aí eu resolvi embarcar nessa. Eu fiz o que queria, sempre tive essa liberdade e renovei meu som.

Com tantos anos de carreira, você continua com turnês quase ininterruptas, como vê seu show ao vivo agora?
É sempre um prazer porque o show pode ser o mesmo, mas o local, o público, isso sempre muda, e é isso que vai ditar a atmosfera. Cada noite é uma noite. Até hoje dá aquele friozinho na barriga gostoso.

O que pode antecipar dos próximos projetos?
Acabei de assinar com a Som Livre e quero gravar um projeto acústico. Nunca fiz isso, acho que é um momento interessante. Meu pensamento é estar sempre fazendo alguma coisa.

SERVIÇO
Erasmo Carlos apresenta Gigante Gentil
Onde: Teatro Guararapes (Centro de Convenções, Olinda)
Quando: sexta-feira (18), às 21h
Ingressos: R$ 120 (plateia), R$ 100 (balcão), com meia
Informações: 3182-8000




Fonte:www.folhape.com.br

agosto 02, 2017

PAZ E AMOR - Grande utopia hippie, "Verão do Amor" completa 50 anos

Homem vestido como se fosse um hippie faz gesto de "Paz e Amor" com os dedos Imagem: Fred Tanneau/AFP

Há 50 anos, o verão levou a São Francisco muito mais do que sol e dias de praia, tornando a cidade do estado da Califórnia um lugar para a utopia, desejos de paz, liberdade sexual, experimentação de drogas e uma revolução musical com uma pegada psicodélica.

O "Verão do Amor", um dos grandes marcos do movimento hippie e da contracultura dos anos 60, reuniu no bairro de Haight-Ashbury cerca de 100 mil pessoas que sacudiram as convenções sociais dos Estados Unidos e abriram uma alternativa vital para uma juventude que olhava com desconfiança para os mais velhos.

Meio século depois, São Francisco lembra esse fenômeno com uma exposição fotográfica de Jim Marshall na Câmara Municipal, além das mostras "The Summer of Love Experience: Art Fashion and Rock & Roll", no museu De Young, e "On the Road to the Summer of Love", organizada pela Sociedade Histórica da Califórnia.

"Queríamos uma mudança: da guerra, das ideias rígidas sobre o que cada sexo deveria fazer, de por que as pessoas negras tinham que estar lá e as brancas aqui. Não! Por que não podemos tentar fazer com que funcione?", disse Grace Slick, a emblemática cantora da banda Jefferson Airplane, no documentário "The Sixties", da rede de televisão "CNN".

Em 1967, o "Verão do Amor" em São Francisco e o Monterey International Pop Festival em junho atraíram a atenção da mídia para jovens que criticavam a guerra do Vietnã e se declaravam em rebeldia quanto ao materialismo, à autoridade e ao conformismo.

Os hippies apostavam na criatividade e na esperança por um mundo melhor, defendiam a paz e a solidariedade, acreditavam na liberdade da alma e na espiritualidade e, geralmente, rejeitavam qualquer convenção social ou caminho marcado para o clássico "estilo de vida americano".

"Os nossos sorrisos são as nossas bandeiras políticas e a nossa nudez é o nosso cartaz", proclamava o ativista Jerry Rubin, como contado no livro "Hippie" (2004) de Barry Miles.

São Francisco seduzia artistas, moradores de rua, inconformistas e boêmios que compareceram em massa a Haight-Ashbury em 1967 seduzidos pelas promessas que Scott McKenzie cantava na música com o mesmo nome da cidade.

Tratava-se de um lugar compacto em comparação com a enormidade de Nova York e Los Angeles, os aluguéis eram baratos e as grandes casas de arquitetura vitoriana eram ideais para a vida comum. Além disso, a cidade era conhecida pela tolerância racial, por ser o refúgio da geração beat e pelo ativismo politico em torno da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Durante esse verão, Haight-Ashbury se tornou um carnaval multicolorido de flores e roupas extravagantes, de shows de rock na rua, de sessões de meditação coletiva, de orgias e aventuras sexuais, e de experimentação com o LSD em busca de novos horizontes místicos.

Mas nem tudo era maravilhoso. O aumento da violência nas ruas e a progressiva chegada das drogas pesadas deixou as autoridades sem saber como reagir perante esse fenômeno.

"Não há nada inteligente, adulto ou sofisticado em utilizar LSD. Só estão se comportando como completos tolos", disse em uma entrevista televisiva o então governador da Califórnia e futuro presidente dos EUA, Ronald Reagan.

"Gostaríamos de poder viver uma vida espaçosa, uma vida simples, uma boa vida, e de pensar que toda a raça humana dará um passo ou vários para a frente", comentou Jerry García, o líder da banda Grateful Dead, no documentário "Long Strange Trip" (2017).

Junto com bandas como Jefferson Airplane e Country Joe and The Fish, o Grateful Dead deu forma a uma cena musical nova e animadora que, com a introdução da psicodelia, adentrava grandes "jams" e levava ao público o lado mais desconhecido do rock.

São Francisco também soube atrair talentos de outros lugares, como a inigualável texana Janis Joplin, e, ainda que a maioria dos artistas da psicodelia fossem brancos, no calor do movimento hippie também surgiram estrelas como Sly Stone e Carlos Santana.

No entanto, o "Verão do Amor "morreu pela sua própria fama e terminou se transformando, com o passar dos meses, em uma atração turística pelo excesso de público e exposição na mídia.

No dia 6 de outubro, ativistas de Haight-Ashbury organizaram um funeral simbólico pela morte do movimento hippie, que caminhou para o campo, em busca de uma vida longe da cidade. Apesar disso, o fenômeno ainda não tinha dito suas últimas palavras: o megafestival de Woodstock na costa leste surpreenderia o mundo dois verões depois.

Autor / Fonte: Uol

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